Dia 04/12 dia de Iansã

IANSÃ ou OYA
(mesan: "nove")



Dia da semana: quarta-feira
Cores: vermelho (ativa e fogo) ou marrom (sensualidade e"pés no chão")
Saudação: Ê Parrei ("Olá!", jovial e alegre)
Elemento: ar (vento)
Domínio: ventos e tempestades
Vela: vermelha (traz coragem, impulso)
Instrumento: iruexim (cabo de ferro ou cobre com um rabo de cavalo)

Iansã é o orixá de um rio conhecido como Níger, cujo,nome original, em iorubá, é Oyá
(versão pouco difundida no Brasil). É a primeira entidade feminina a surgir nas cerimônias.
Deusa dos raios, relâmpagos, ventos e tempestades, Iansã sempre impressiona pelo seu temperamento ardente, sensual, impetuoso e justiceiro, características de seu comportamento.
É muito conhecida no Brasil, onde existem eleguns (eleitos, preferidos do orixá) seus. Foi a primeira esposa de Xangô; atraída por seu tipo elegante e [mo, abandonou o rústico Ogum, com o qual era casada.
E o único orixá que não teme os mortos ou eguns, dominando-os com o iruexim
(instrumento feito com rabo de cavalo). É a senhora absoluta do culto ao egungum (ancestral divinizado, mortos de família).
Divide com Xangô o poder da justiça e sua permanência no cotidiano, enfrentando, inclusive, guerras para o domínio da tribo. É o orixá que não teme nada.
Quando se manifesta em um de seus iniciados, ela está adornada com uma coroa, cujas franjas escondem seu rosto. Traz consigo uma espada, o iruexim e chifres de búfalo enfeitando as roupas; há uma alusão sobre a qual lansã teria o poder de se transformar em animal, proeza descoberta por Ogum.
Durante a cerimônia, ela evoca as tempestades e os ventos através de seus movimentos de dança, abrindo os braços estendidos para a frente com gestos rápidos.

Retirado do livro Orixás de Monica Buonfiglio.

  
Oyá ganha de Obaluaiyê o reino dos mortos
Certa vez houve uma festa com todas as divindades presentes. Omulu-Obaluaiyê chegou vestindo seu capucho de palha. Ninguém o podia reconhecer sob o disfarce e nenhuma mulher quis dançar com ele. Só Oyá, corajosa, atirou-se na dança com o Senhor da Terra.
Tanto girava Oyá na sua dança que provocava vento. E o vento de Oiá levantou as palhas e descobriu o corpo de Obaluaiyê. Para surpresa geral, era um belo homem.
O povo o aclamou por sua beleza. Obaluaê ficou mais do que contente com a festa, ficou grato. E, em recompensa, dividiu com ela o seu reino. Fez de Oiá a rainha dos espíritos dos mortos.
Rainha que é Oiá Igbalé, a condutora dos eguns. Oiá então dançou e dançou de alegria. Para mostrar a todos seu poder sobre os mortos, quando ela dançava agora, agitava no ar o iruquerê, o espanta-mosca com que afasta os eguns para o outro mundo.
Rainha Oiá Igbalé, a condutora dos espíritos. Rainha que foi sempre a grande paixão de Omulu.



Lenda tirada do livro
Mitologia dos Orixás - Reginaldo Prandi - 2001

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